'DEM terá candidato a presidência', afirma Rodrigo Maia

'DEM terá candidato a presidência', afirma Rodrigo Maia

O deputado negou que o nome seja João Doria: "ele e o Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo) vão se entender no PSDB, e o DEM vai ter candidato próprio à presidente"

Igor Gadelha, Altamiro Silva Junior e Francisco Carlos de Assis, O Estado de S.Paulo

21 Agosto 2017 | 12h49

O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que seu partido terá candidato próprio nas eleições de 2018. Em entrevista durante o Fórum Estadão, o parlamentar disse que as divergências dentro do PSDB abrem espaço para que o DEM trilhe caminho próprio.

Maia negou que o DEM tenha convidado o prefeito de São Paulo, João Doria, para ingressar no partido e ser candidato pela sigla ao palácio do Planalto em 2018. "Não, o Dória é do PSDB. O Dória e o Geraldo (Alckmin, governador de São Paulo) vão se entender no PSDB e o DEM vai ter candidato próprio à presidente", afirmou Maia.

"Divergências dentro do nosso principal aliado, que é o PSDB, são uma oportunidade que o DEM tem de construir o seu próprio projeto. Este foi nosso sonho e nunca foi possível", disse o presidente da Câmara aos jornalistas. Segundo ele, partido "serve para ocupar poder". "Então ninguém pode querer ter um partido para ser auxiliar dos outros."

Na entrevista, Maia negou interesse em ser o candidato do DEM para Presidência da República em 2018. Ele disse que é candidato à reeleição de deputado e, mais ainda, anunciou que pretende concorrer novamente à presidência da Câmara. "Sou pré-candidato a presidente da Câmara", afirmou o parlamentar fluminense.

"O caminho do DEM é organizar, entender toda a crise que o Brasil vive, conversar com a sociedade e construir uma nova mensagem." O partido defende as reformas estruturais e o corte de gastos, disse ele.

Para Maia, o voto distrital misto aprovado é muito além do que um simples imediatismo. "Será uma grande vitória para a democracia brasileira", afirmou aos jornalistas.

"Sou a favor de um fundo temporário até que Senado aprove doação empresarial", disse ao falar do financiamento das campanhas. Ao falar de recursos públicos para o financiamento, Maia disse que o Brasil tem um déficit fiscal brutal e por isso qualquer despesa que se crise saber de onde virá. "Não tem mais orçamento." 

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