DEM também fecha com Fogaça em Porto Alegre

PP e PSDB já haviam aderido; PPS, que apoiou Manuela, deve seguir mesmo caminho

Elder Ogliari, O Estadao de S.Paulo

14 de outubro de 2008 | 00h00

O prefeito José Fogaça (PMDB), que concorre à reeleição em Porto Alegre, tem encontrado menos dificuldades do que sua adversária, Maria do Rosário (PT), para conquistar novos apoios para o segundo turno. Ontem foi a vez de o DEM confirmar o que já era tido como certo e anunciar que vai recomendar o voto no peemedebista. A única condição imposta é um compromisso, que Fogaça deve assumir, de não aumentar impostos nos próximos quatro anos. O PP, que estava na chapa de Onyx Lorenzoni (DEM) no primeiro turno, já havia declarado apoio ao prefeito, formalmente, na sexta-feira. O PSDB, que concorreu com o deputado estadual Nelson Marchezan Júnior, anunciou a preferência por Fogaça ainda na quarta-feira passada e formalizou a adesão à campanha pela reeleição ontem à noite. O PPS, que apoiava a candidata Manuela D?Ávila (PC do B), tende a ficar com Fogaça, mas a decisão só deve ser anunciada quinta-feira.Fogaça não fez campanha durante o dia, período em que cumpriu expediente de prefeito. À tarde, a Câmara Municipal aprovou seu novo pedido de licença, até o dia 26. A agenda de candidato em tempo integral será retomada hoje.Maria do Rosário ainda não conseguiu comemorar a adesão do PC do B, de Manuela D?Ávila, à sua campanha.Dirigentes municipais dos dois partidos se reuniram durante a tarde, mas o acordo ainda não foi fechado. "Apresentamos a nossa tese do primeiro turno, de que a solução para os problemas de Porto Alegre é a união de diversas forças políticas", disse o presidente do Diretório Municipal do PC do B, Maurício Santos. Os petistas ficaram de analisar a proposta e responder hoje. O PSB, que apoiou Manuela, optou pela neutralidade.Maria do Rosário recebeu ontem o apoio de cinco prefeitos de cidades da região metropolitana eleitos pelo PT em ato de campanha na Esquina Democrática, no centro de Porto Alegre. Nos discursos, os aliados defenderam os benefícios que um "eixo de integração" de projetos ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva traria à região metropolitana. Se o partido eleger Rosário em Porto Alegre e Jairo Jorge em Canoas assumirá seis municípios em seqüência territorial, na faixa mais movimentada da região metropolitana, até Novo Hamburgo, passando por Esteio, Sapucaia do Sul.Como promessa de candidatura, Maria do Rosário ressaltou a criação de uma Agência Metropolitana de Desenvolvimento para buscar soluções para problemas comuns com os municípios da região. "Nosso projeto de desenvolvimento tem que olhar para além das fronteiras dos nossos municípios", afirmou a candidata.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.