André Dusek/Estadão
André Dusek/Estadão

DEM também apoiará afastamento de Cunha, diz líder do partido

Segundo Mendonça FIlho, tom do partido é de 'elevação, de cobrança e de esclarecimento dos fatos'

Daiene Cardoso e Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

11 Novembro 2015 | 18h01

 BRASÍLIA - O líder do DEM na Câmara dos Deputados, Mendonça Filho (PE), disse nesta quarta-feira, 11, que a bancada deve seguir o posicionamento do PSDB sobre o afastamento do presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). "O tom do DEM é de elevação, de cobrança pelo afastamento e de esclarecimentos dos fatos", declarou.

Mendonça admitiu que o anúncio prévio do PSDB causou um desalinhamento na articulação da oposição por não ter sido combinado de antemão, mas que o episódio não compromete a união dos partidos oposicionistas. "Vamos continuar jogando juntos", afirmou. Mendonça disse que não tem dificuldades de pedir o afastamento de Cunha no plenário, mas como os tucanos já vão ler uma nota hoje, não pretende fazê-lo.

Líderes oposicionistas ouvidos pelo Broadcast Político, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, demonstraram insatisfação com a postura do peemedebista, tanto em relação à explicação inconsistente para suas contas ocultas na Suíça quanto pelo seu discurso ambíguo em relação à principal demanda da oposição: o início do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Em almoço nessa terça-feira, 10, na residência oficial da presidência da Câmara, Cunha sinalizou que poderia haver novidades ainda nesta semana sobre os requerimentos de impeachment que estão sob sua análise. O parlamentar teria dito que poderia adotar uma postura "mais madura" sobre o afastamento da petista. Segundo o presidente do Solidariedade, Paulo Pereira da Silva (SP), o Paulinho da Força, Cunha teria acenado com a possibilidade de anunciar amanhã, 12, com um novo rito para o processo de impeachment. Nesta quarta, porém, Cunha disse que não agirá sob pressão e que sua avaliação sairá até o fim do mês.

"Ele sempre usa esses argumentos para enrolar", concluiu um oposicionista. Para a oposição, a sinalização do peemedebista é mais um alento que um aceno efetivo aos anseios do bloco.

 

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