DEM se reformula e aposta em 14 capitais

A oito meses das eleições municipais, o DEM joga todas as suas fichas para deixar para trás a pecha de partido dos grotões, dominado por figuras oligárquicas, e se transformar em um partido urbano. Mas o ex-PFL vai enfrentar um adversário especial: a ordem do Palácio do Planalto para que o PT se empenhe em derrotar o partido de oposição, que o governo Lula considera como um "inimigo político a abater".Para alcançar seu objetivo, o DEM decidiu lançar candidaturas próprias nos maiores centros eleitorais do País nas eleições de 5 de outubro. "Temos 14 capitais onde temos reais chances de vencer no segundo turno", afirma o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ). A lista de capitais que alimenta os planos do DEM é formada por: Porto Alegre, Florianópolis, Salvador, Aracaju, Recife, Fortaleza, Belém, Palmas, Boa Vista, Macapá, Manaus, Belo Horizonte, além do Rio e de São Paulo. "Minha idéia é que a gente possa eleger um grande número de prefeitos."Depois de perder espaço para o PT, que chegou com força ao interior e ao Nordeste do Brasil graças ao programa Bolsa Família, a estratégia do DEM para tornar-se um partido urbano passa pela mudança de nome e a adoção de uma agenda que agrade à classe média. O partido agora é contra o aumento de impostos - empenhou-se no Congresso, por exemplo, para derrubar a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) -, é favorável à conservação do meio ambiente e desencadeou uma cruzada contra o fisiologismo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.