DEM pode rever nesta terça apoio ao presidente do Senado

Importante pilar para Sarney, partido trabalha nos bastidores para pedir o afastamento temporário dele

AE, Agencia Estado

30 de junho de 2009 | 07h40

O DEM pode retirar seu apoio ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), ainda nesta terça-feira, 30. É essa a tendência majoritária na bancada de 14 senadores do partido, que se reúne nesta tarde para avaliar se ele deve ou não permanecer no cargo. Mais importante pilar de sustentação de Sarney no comando da presidência do Congresso, o DEM já trabalha nos bastidores com a ideia de pedir o afastamento temporário dele.

 

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Sem o aliado, ficará difícil para o PMDB segurar Sarney na cadeira de presidente. Além do DEM, outros partidos da base aliada e da oposição, como o PSDB e o PT, também devem se reunir à tarde para examinar a situação política de Sarney.

Na tentativa de influenciar positivamente a decisão do conjunto da Casa, Sarney enviou carta aos 80 senadores ontem, comunicando que pedira à Polícia Federal para investigar todos os empréstimos consignados no Senado e as empresas que operam na área. Ele classificou a reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, que revelou os negócios do neto José Adriano com crédito consignado, de "falsa denúncia". O principal argumento para defender o neto foi o fato de que a autorização do Senado para operar crédito consignado com o HSBC saiu em maio de 2005. "Eu não ocupava nenhum cargo na Casa", frisou.

O líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), adianta apenas que tentará obter o consenso da bancada. Lembra que o ex-diretor de Recursos Humanos João Carlos Zoghbi foi afastado por causa das denúncias de corrupção e defende a tese de que não se pode ter "dois pesos e duas medidas".

Dirigentes do DEM e do PSDB avaliaram que a carta não foi suficiente para responder às dúvidas, nem tampouco para interromper a sucessão de denúncias. Para tucanos e democratas ouvidos pela reportagem, o argumento de Sarney não comprova a inexistência de tráfico de influência, nem convence a opinião pública de que não houve favorecimento. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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