DEM pode expulsar quem votar a favor da CPMF

Partido fecha questão contra prorrogação do 'imposto do cheque'; PSDB sai de reunião sem acordo

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

17 Outubro 2007 | 15h04

O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), confirmou que os 14 senadores do partido votarão contra a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e que, como toda a bancada participou da decisão da Executiva Nacional de fechar questão contra a emenda, eventuais infiéis estarão sujeitos à pena de expulsão. Maia ressaltou que o voto de seu partido independe de qualquer acordo que o PSDB venha a fechar com o governo.   Veja também:  CPMF: entenda o 'imposto do imposto' e veja gráfico   Ligar fim da CPMF à inflação não é ameaça, diz Alencar  Fracassa blitz do governo para tentar acelerar CPMF no Senado  Se CPMF voltar, Câmara dificultará aprovação, diz Chinaglia   Maia acrescentou que a relatora da emenda de prorrogação da CPMF na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senadora Kátia Abreu (DEM-TO), usará "todo o prazo de 30 dias" de que dispõe para apresentar seu parecer. "O governo sabe disso", enfatizou Maia, dando a entender que, no que depender do DEM, a CPMF não será prorrogada este ano, impondo prejuízos ao governo de R$ 3 bilhões para cada mês sem a cobrança da contribuição.   Ainda nesta quarta-feira, a primeira tentativa do governo de acelerar a tramitação da CPMF no Senado fracassou. Foi um encontro com oposicionistas e o presidente em exercício, José Alencar, líderes partidários, e os ministros os ministros José Gomes Temporão (Saúde) e Walfrido dos Mares Guia (Relações Institucionais).   Após a reunião,  o líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), rejeitou qualquer tentativa do governo de fazer com a oposição um acordo que permita saltar prazos para acelerar a tramitação, na Casa, da proposta de emenda constitucional que prorroga até 2011 a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). "Eu não aconselho o presidente Lula a tentar burlar nada. Isso transformaria esta Casa num Iraque, num Afeganistão", afirmou Virgílio.  

Mais conteúdo sobre:
DEMCPMF

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.