Sergio Dutti/AE
Sergio Dutti/AE

DEM pedirá acesso à investigação sobre doação de construtora

Partido é um dos 7 citados em operação da PF que investiga doação ilegal e suposta fraude na Camargo Corrêa

MARCELO DE MORAES, Agencia Estado

26 de março de 2009 | 13h48

O DEM disse nesta quinta-feira, 26, que entrará com recurso na Justiça de São Paulo para ter acesso às investigações da Polícia Federal, segundo as quais a empreiteira Camargo Corrêa teria desviado dinheiro de obras públicas para partidos políticos. De acordo com as investigações, quatro diretores da empresa teriam desviado verbas públicas para abastecer contas no exterior e de campanhas políticas, beneficiando políticos de sete partidos: DEM, PSDB, PPS, PSB, PDT, PP e PMDB. O partido acusou o governo federal de fazer uso político da operação ao vazar informações sem provas.

 

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O DEM nega que tenha havido qualquer doação irregular para o partido. Para o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ) há um viés político na divulgação feita pela PF, para prejudicar os partidos de oposição e que esta não é a primeira vez que isso acontece. "Todas as doações recebidas pelo Democratas foram legais e estão aprovadas pela Justiça Eleitoral", afirma nota do DEM, divulgada após reunião da Executiva do partido.

 

Segundo a PF, que deflagrou a Operação Castelo de Areia na última quarta,  trama consistia em licitações fraudulentas, obras públicas superfaturadas e remessa de valores desviados do Tesouro para paraísos fiscais. A primeira etapa da investigação aponta para evasão de R$ 20 milhões, em estimativa da Procuradoria da República. A operação prendeu 10 pessoas e vasculhou 16 endereços, onde foram recolhidos computadores, armas, quadros, documentos e pelo menos R$ 1 milhão em dinheiro.

 

Segundo a nota, o DEM vai se empenhar, junto às autoridades que dirigem a investigação, para ter amplo acesso aos documentos apreendidos, uma vez que até agora dispõe apenas de matérias de jornais, que dão conta da referência do partido, na investigação. "Caso não tenha amplo acesso às provas colhidas, o DEM reclamará ao Supremo Tribunal Federal para que este lhe assegure as condições necessárias ao seu pleno direito de defesa, conforme determina a Constituição", afirma a nota.

 

Na avaliação do presidente do DEM a divulgação dessa denúncia tem como objetivo desviar o foco central da Operação Castelo de Areia, que investiga irregularidades na construção de uma refinaria em Pernambuco, pela Petrobras.

 
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