DEM oficializa candidatura de Kassab; vice pode sair do PMDB

Com presença tucana, convenção do partido deixa em aberto quem será o vice, mas PMDB já sabe quem indicar

Talita Eredia, estadao.com.br

14 de junho de 2008 | 11h31

O DEM oficializou em convenção do partido na Assembléia Legislativa de São Paulo neste sábado, 14, a candidatura do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), à reeleição na coligação da sigla com PMDB, PR e PV, segundo confirmou ao estadao.com.br o líder o partido na Câmara Municipal, Carlos Apolinário. A escolha do vice está em aberto, uma vez que o PSDB - com quem o DEM espera fazer uma aliança - divide-se entre os que apóiam a reeleição de Kassab e os que querem o ex-governador Geraldo Alckmin na disputa. A convenção tucana está marcada para o próximo dia 22. Apesar da indefinição, o PMDB, que também realiza convenção e já tinha fechado apoio ao DEM, indicou a Kassab - a quem cabe a última palavra - o nome de Alda Marco Antônio para vice.   Veja também: PMDB oficializa apoio a Kassab em convenção Goldman diz que apóia Alckmin, mas sem subir em palanque Tucano troca nomes e saúda 'Geraldo Kassab' em evento do DEM Ao lado de tucanos, Kassab elogia Serra e ataca Marta Candidatura tucana não destrói aliança entre DEM e PSDB, diz Kassab TSE cancela quase 2 milhões de títulos eleitorais Calendário eleitoral das eleições deste ano    Acompanhado de diversos nomes do PSDB e do vice-governador Alberto Goldman (PSDB), Kassab enalteceu durante todo o seu discurso a coligação com os tucanos e o apoio que recebe do governador José Serra. "Nada destruirá a aliança com o PSDB porque ela é boa para São Paulo", disse. Em outro momento, Kassab afirmou: "Estou na prefeitura de São Paulo há quatro anos sob o comando do governo Serra". Kassab fez críticas a ex-prefeita e candidata Marta Suplicy, citando principalmente as áreas de educação e saúde que, segundo ele, estavam uma calamidade. No atual mandato, os tucanos têm 12 vereadores na Câmara, sendo que 11 deles apóiam o governo municipal. Paralelamente acontece, também na Assembléia Legislativa, a convenção do PMDB, que deve aprovar a coligação e também os nomes de candidatos a vereadores à eleição de outubro. São 110 vagas para vereadores divididas entre DEM, PMDB e PR, além de mais 83 para o PV. O público das duas convenções somadas é estimado em 8 mil pessoais pelas organizações dos eventos.   Em entrevista exclusiva ao Estado, Kassab afirmou que pretende se beneficiar de um paradoxo na campanha à reeleição: o PSDB será seu adversário e aliado ao mesmo tempo. A despeito da candidatura do tucano Geraldo Alckmin, Kassab vai manter na prefeitura todos os atuais secretários do PSDB. Mais do que isso, vai incorporar ao discurso a tese de que a aliança com os tucanos não acaba por causa das eleições e de que, portanto, eles são co-responsáveis por todos os atos da gestão municipal.   Com essa estratégia, o prefeito pretende limitar o arsenal de Alckmin, que terá dificuldades para criticar uma administração loteada entre seus próprios correligionários. "Alckmin não fará críticas. Se tivesse alguma crítica a fazer já teria feito, porque ele faz parte do meu governo."   Para se contrapor à petista Marta Suplicy, o prefeito também já tem um plano delineado. Sempre que a ex-prefeita se apresentar como candidata que prioriza a área social, Kassab apresentará uma avalanche de números para tentar mostrar que seu governo investiu mais em saúde, educação, transporte público e habitação. "Desafio qualquer gestão a mostrar que fez mais do que a nossa."   (Com Cristina Canas, da Agência Estado, Daniel Bramatti e Silvia Amorim, de O Estado de S. Paulo)   Texto ampliado às 14h52

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