DEM não aceita acordo para adiar votação de CPMF, diz líder

Agripino afirma que senadores do partido serão punidos se votarem a favor; um senador do DEM diz ter dúvida

Cida Fontes, de O Estado de S. Paulo,

10 de dezembro de 2007 | 17h55

O líder do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou nesta segunda-feira, 10, que não faz acordo com o governo para adiar a votação da emenda que prorroga a CPMF. A votação está marcada para esta terça-feira.   "Se adiar, mostra que o governo está quebrando o compromisso. Qual autoridade moral para não votar amanhã, se o governo paralisou os trabalhos da Câmara", questionou o senador. Agripino se referia à obstrução que está sendo feita pelos governistas na Câmara, para evitar a votação de medidas provisórias, que, se aprovadas, serão encaminhadas ao Senado e trancam a pauta.     Veja também:      Entenda a cobrança da CPMF  Acordo para adiar a votação da CPMF está em curso, diz Sarney Sem contas fechadas, Jucá admite que CPMF pode ser adiada Lula confia na CPMF, e Dilma cobra 'responsabilidade'  Serra sonda tucanos, mas voto contra CPMF não muda     O líder disse que haverá punição caso algum senador do DEM vote com o governo uma vez que a executiva nacional do partido fechou questão contra a CPMF. Pouco antes, o senador do DEM Jonas Pinheiro (MT) disse ter dúvidas e sinalizou, em conversa com a Agência Estado, que um voto seu favorável à CPMF poderia facilitar a reestruturação da dívida que o Mato Grosso tem com o Tesouro, de R$ 4,5 bilhões.   "Punição haverá, com absoluta certeza", advertiu Agripino. O senador disse que só aceitaria um acordo com o governo se fosse para instituir uma alíquota simbólica de 0,01%, que teria o sentido apenas fiscalizatório.   Porém, em seguida, Pinheiro lembrou que só votaria a favor da prorrogação da contribuição se o seu partido não fechasse questão contra a CPMF. "Se o DEM mantiver o fechamento de questão, fico com o DEM", afirmou, acrescentando que nunca trocou de partido e que não pretende deixar o DEM. "Nunca troquei de time de Futebol, nem de mulher e nem de partido", disse.  

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