DEM manifesta apoio ao general que criticou política indígena

Augusto Heleno definiu política como 'caótica' e criticou a demarcação da Raposa Serra do Sol

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2008 | 17h25

A Comissão Executiva Nacional do Democratas(DEM ) manifestou nesta sexta-feira, 18, apoio ao comandante militar da Amazônia, general Augusto Heleno Ribeiro Pereira, que definiu como "caótica" a política indígena do governo e criticou a demarcação da área contínua da reserva Raposa Serra do Sol. Em nota distribuída à imprensa, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), disse que o general advertiu que a questão indígena tornou-se "ameaça interna" à soberania brasileira na Amazônia referindo-se à necessidade de revisão do decreto presidencial que criou a reserva Raposa Serra do Sol, em Roraima.  Veja  também:1º NA WEB: Terra indígena não dificulta controle das fronteiras, diz FunaiEnviado especial a Roraima, Roldão Arruda fala sobre a tensão na Raposa Serra do Sol  Galeria de fotos da Raposa Serra do Sol Assista à entrevista de Roldão Arruda, enviado especial à região  "Roraima é do Brasil graças aos índios", diz especialista Saiba onde fica a reserva e entenda o conflito na região   "A pretexto de transformar tribos em "supostas nações independentes", ONGs estrangeiras interessadas em consolidar a invasão do território nacional, agem livremente na reserva, que faz fronteira com a Venezuela e a Guiana", afirma a nota. Segundo o deputado, o governo deveria levar em conta a advertência do oficial. Mas, ao contrário disso, o governo exige que o general Heleno explique afirmações "feitas com base em fatos e informações incontestáveis". "Com o pedido de explicações, o governo busca intimidar, ameaçar e silenciar o Comandante Militar da Amazônia com o objetivo de enfraquecer a posição de todos os que defendem a revisão da política indigenista do governo porque ela implica ameaça à segurança nacional." O DEM criticou também o governo por atuar "com permissividade e leniência ante as ilegalidades de grupos que investem contra a democracia, o estado de direito e a segurança pública". " É com apoio, estímulo e financiamento público que o MST, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, pratica ações ilegais de Norte a Sul do país e achincalha o direito de propriedade previsto na Constituição sem receber sequer uma advertência dos responsáveis pela ordem pública". O deputado ainda acusa o governo de transferir recursos para o MST. "Com que direito o governo transfere, sem prestar contas ao Congresso e à opinião pública, recursos públicos cada vez mais volumosos para financiar as jornadas de crime e de terror do MST? Qual a justificativa para doar verbas que deveriam acudir problemas de saúde, educação e moradia das pessoas, a quem cria ambiente de insegurança jurídica que resultará na imposição de pesados prejuízos ao país e a todos os brasileiros?"

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