DEM evita críticas ao governo na publicidade partidária

Em tempos de popularidade presidencial recorde, o DEM exibiu a publicidade partidária gratuita de televisão hoje, evitando críticas ao governo. Ao longo dos dez minutos de rede nacional, os democratas nem sequer mencionaram o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Estamos construindo um partido e uma marca e, em 2008, o presidente Lula não é ator do jogo político", justificou o presidente nacional da legenda, deputado Rodrigo Maia (RJ), referindo-se às eleições municipais de outubro. Maia lembrou que, na última publicidade partidária, exibida em 2007, teve críticas a Lula. "Mas agora, achamos que valia mais a pena apresentar o DEM como alternativa de poder, com um programa mais propositivo", completou."O que a gente quer é gerar esperança", afirmou o deputado Paulo Bornhausen (SC), de olho na disputa pelas prefeituras. Sob a orientação dos políticos, a produtora Paula Lavigne traçou uma estratégia dupla. Além de mostrar as obras e os projetos mais bem-sucedidos dos prefeitos democratas das duas maiores cidades brasileiras - Gilberto Kassab, de São Paulo, e César Maia, do Rio -, a publicidade focou na luta vitoriosa da sigla para acabar com a cobrança da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Os democratas reafirmaram o compromisso partidário com a redução da carga tributária e o combate à "gastança do dinheiro público". Lembram que, não fosse a agremiação "iniciar e conduzir esta luta", a CPMF não teria acabado e o brasileiro não teria virado o ano com "mais grana no bolso". A propaganda partidária gratuita exibiu imagens da sessão de votação do imposto e fez, aí, a única menção ao PT de todo o programa: mostrou a líder Ideli Salvatti (PT-SC) recomendando à bancada que votasse "sim" à prorrogação da CPMF.

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