DEM entra com ação para reaver mandato de deputados 'infiéis'

Partido quer que o TSE casse o mandato de três parlamentares; que trocaram de partido após 27 de março

Felipe Recondo, do Estadão

06 de novembro de 2007 | 18h24

O DEM entrou nesta terça-feira, 6,  no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com três ações para reaver os mandatos de deputados infiéis. O partido quer que o tribunal determine que Gervásio Silva (PSDB-SC), Jusmari Oliveira (PR-BA) e Walter Brito Netto (PRB-PB) devem perder o mandato porque abandonaram a legenda depois das eleições. Os três deixaram o DEM depois do dia 27 de março, data em que o tribunal respondeu à consulta sobre a titularidade dos mandatos - se pertenciam aos partidos ou aos deputados e vereadores. Walter Britto era o suplente do deputado Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), que renunciou ao mandato na semana passada para evitar uma condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de homicídio. Estes são os primeiros processos contra infiéis no TSE. Nos próximos dias, o PPS pedirá também que perca o mandato o deputado Geraldo Resende (PMDB-MS). Gervásio Silva já apresentou uma justificativa para sua desfiliação: disse ter sido vítima de "grave discriminação". Na ação do DEM, porém, está a carta de desfilição do deputado com elogios ao partido. "Estou convicto que esta trajetória de sucesso na minha vida política só se concretizou graças ao entusiasmo, a lealdade, a dedicação, o companheirismo e a confiança das bases do partido", afirmou na carta em 8 de agosto deste ano. Para continuarem com os mandatos, Jusmari, Gervásio e Walter Britto terão de comprovar ao TSE que foram vítimas de perseguição e que o DEM desrespeitou seus compromissos programáticos. Caso contrário, darão a vaga aos respectivos suplentes.

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