'DEM é um partido em depreciação', diz Lembo

O ex-governador de São Paulo e secretário municipal dos Negócios Jurídicos, Cláudio Lembo, anunciou hoje sua saída do DEM para se filiar ao Partido Social Democrático (PSD) e não poupou críticas à atual legenda. "O DEM é um partido hoje em depreciação", classificou o secretário, em evento na Assembleia Legislativa de São Paulo.

DAIENE CARDOSO E GUSTAVO URIBE, Agência Estado

21 de março de 2011 | 15h45

Para Lembo, a vantagem do PSD é que o partido nasce no momento em que a democracia se consolida no País. "Acho que todos os partidos existentes vêm do regime autoritário", afirmou. Ele disse ainda que não vê contradição num partido que apoiará o governo federal "quando for necessário" e atuará na oposição quando for para cumprir seu papel fiscalizador. "Não há nada de posição antagônica nisso. A dialética é coisa do passado. A política hoje se faz com o diálogo", defendeu o secretário.

Mais cedo, a ex-deputada Zulaiê Cobra avaliou que a oposição está "em crise" e que o papel do PSD é fazer uma "oposição consciente". "Estão em crise tanto o PSDB quanto o DEM", disse. "Você não pode fazer oposição por oposição. O PT fez isso durante os oito anos do governo do presidente Fernando Henrique Cardoso e não deu certo".

De acordo com Zulaiê , a nova legenda fará uma "oposição diferente" e apoiará o governo federal em medidas que considerar positivas. "Nós não somos apoio a presidente Dilma Rousseff de uma maneira total. Nós somos apoio ao que o governo federal fizer bem. E o que fizer mal nós vamos criticar", disse.

Mais conteúdo sobre:
Lembronovo partidoKassabDEM

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.