DEM diz que decisão de expulsar Edmar Moreira já está tomada

Parlamentar renunciou aos cargos de 2º vice-presidente e de corregedor da Câmara, após caso do castelo

Agência Brasil

10 de fevereiro de 2009 | 13h12

O presidente do Democratas (DEM), deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou nesta teçra-feira, 10,  que a expulsão do deputado Edmar Moreira (MG) do partido já é uma decisão tomada. Segundo Maia, o DEM vai tomar todas as medidas para que o parlamentar tenha resguardado o direito à ampla defesa, mas a sua desfiliação da legenda já está resolvida.   Veja também: Castelo de Edmar seria um cassino  Deputado dono de castelo se rende a pressão e renuncia a cargos Perfil: Quem é Edmar Moreira, dono do castelo  Enquete: você fiscaliza os políticos em quem votou?   Todas as notícias sobre o caso Edmar Moreira Veja quem são os membros da Mesa Diretora da Câmara  Fac-símile: 'Estado' publica matéria sobre o caso em 1993  A sucessão dos presidentes do Senado    Blog: acompanhe os principais momentos das eleições na Câmara e no Senado    A Executiva Nacional do DEM se reúne a partir das 13 horas para formalizar a decisão de expulsar Edmar Moreira. Na noite do último domingo, o parlamentar mineiro renunciou aos cargos de 2º vice-presidente e de corregedor da Câmara, após denúncias de que não teria declarado ao Imposto de Renda um castelo de sua propriedade no valor de R$ 25 milhões. Ele também é acusado de ter dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).   Segundo Rodrigo Maia, o DEM irá aguardar o posicionamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a pedido feito ontem (9) por Edmar Moreira de reconhecimento de justa causa no intuito de poder se desfiliar do partido sem perder o mandato. "A vaga do suplente é nossa. Agora vamos esperar o TSE, para saber se ele continuará como deputado ou não", disse Maia.   O presidente do DEM afirmou ainda que é contrário à proposta de desvincular a 2ª Vice-Presidência do cargo de corregedor. Para ele, a relação entre os cargos é uma proteção às decisões da Corregedoria. "Não podemos tomar decisões precipitadas", argumentou.

Tudo o que sabemos sobre:
DEMEdmar MoreiraTSE: caso do castelo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.