DEM deve ficar com Ministério da Educação e discute nomes

Mendonça Filho (PE), José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ) são os políticos cotados pelo partido

Adriano Ceolin / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 Abril 2016 | 07h13

O DEM deve ficar com o Ministério da Educação no eventual governo Michel Temer (PMDB). Líderes do partido conversaram com o vice sobre o assunto e a negociação poderá ser concluída no começo da semana que vem. O nome mais forte para comandar a pasta é o do deputado Mendonça Filho (PE). Outros cotados são os deputados José Carlos Aleluia (BA) e Rodrigo Maia (RJ).

Na semana passada, o prefeito de Salvador (BA), Antônio Carlos Magalhães Neto, deu início às conversas numa audiência com Temer em Brasília.

Também foram ouvidos os líderes do DEM na Câmara, Pauderney Avelino (AM), e no Senado, Ronaldo Caiado (GO). O martelo será batido após uma conversa formal de Michel Temer com o presidente do DEM, senador José Agripino (RN), que deve ocorrer até terça-feira.

Segundo um auxiliar do vice-presidente, as conversas sobre o DEM na Educação “estão avançadas”, mas não foram “concluídas”. O vice conta com o partido em sua futura base aliada. Antigo PFL, o DEM conta com 29 deputados e quatro senadores.

ProUni. Em 2004, o DEM ingressou no Supremo Tribunal Federal com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) questionando o ProUni, programa do governo do PT que concede bolsas de estudos integrais e semi-integrais. O STF indeferiu a ADI por 7 votos a 1.

Estrela em ascensão no partido, o prefeito ACM Neto quase se filiou ao PMDB recentemente. Na Bahia, ele mantém uma aliança com Geddel Vieira Lima, presidente regional peemedebista e que também deve ser ministro do governo Temer – provavelmente na Secretaria de Governo.

Em princípio, ACM Neto gostaria que Aleluia ficasse com a vaga, mas o partido concluiu que Mendonça tinha um perfil melhor para a Educação.

Quando foi eleito vice-governador de Pernambuco (1999-2006) e depois assumiu o comando do Estado (de abril a dezembro de 2006), Mendonça exerceu o posto de secretário executivo do programa “Pacto 21”, uma série de iniciativas em diferentes áreas, mas, sobretudo, na área de educação.

Na oportunidade, ganhou destaque a criação de escolas integrais profissionalizantes.

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