DEM deve abrir processo para expulsar Paulo Octávio

Situação do governador em exercício do Distrito Federal será decida em reunião da Executiva Nacional

Agência Brasil,

17 de fevereiro de 2010 | 12h18

A situação do vice-governador do Distrito Federal, Paulo Octávio, no Democratas (DEM) está cada vez mais complicada. O deputado e um dos vice-presidentes do partido, Onyx Lorenzoni (RS), disse nesta quarta-feira, 17, à Agência Brasil, que a Executiva Nacional deve abrir o processo disciplinar contra o governador em exercício do Distrito Federal, Paulo Octávio, para expulsá-lo do partido.

 

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A reunião está marcada para terça-feira, 23. O parlamentar gaúcho defende o mesmo posicionamento tomado pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Demóstenes Torres (DEM-GO), e pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), os primeiros a defenderem a expulsão do vice-governador e dissolução do diretório regional do DF.

 

"Nos sentimos traídos por uma pessoa em que acreditávamos e apostávamos. Não tem jeito, tem que cortar na carne", afirmou Lorenzoni. Para o parlamentar, o senador Demóstenes Torres e o deputado Ronaldo Caiado estão corretos ao defenderem a abertura do processo contra Paulo Octávio.

 

Onyx Lorenzoni acrescentou que esse posicionamento deverá ser tomado também pelo líder do partido no Senado, José Agripino Maia (RN). Contudo, o deputado ressalvou que, durante o carnaval, não conversou com ninguém do DEM sobre a situação do partido no DF.

 

Ele acrescentou que, se aberto, o processo deve seguir o mesmo rito adotado contra o governador licenciado, José Roberto Arruda, que teve um prazo de oito dias para defender-se. Antes de encerrado o prazo, Arruda desfiliou-se do Democratas.

 

O vice-presidente do DEM ressaltou que "a situação se agrava na medida em que o partido não tem nenhuma razão para suportar um desgaste que não é nacional. É um problema restrito ao Distrito Federal". Na reunião da próxima terça-feira, o parlamentar vai posicionar-se também pela dissolução do diretório regional da capital da República.

 

Demóstenes Torres, por sua vez, reafirmou que defenderá na reunião da executiva a expulsão de Paulo Octávio, a dissolução do diretório regional do DF e a abertura de processos de cassação contra deputados distritais envolvidos nas denúncias de corrupção no governo Arruda. "Não adianta fugir do problema."

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