DEM descarta fusão e inicia plano de revitalização

Enfraquecido pelo resultado da eleição de outubro, o DEM reuniu alguns líderes do partido, hoje, em Brasília, para frear as especulações sobre a possibilidade de fusão do DEM com o PMDB, e deu início às discussões sobre a revitalização da legenda. "Foi sepultado o que nunca existiu", resumiu o presidente de honra do DEM, Jorge Bornhausen (SC), sobre a hipótese de o DEM unir-se à outra legenda, como o PMDB, PSDB ou PP.

CAROL PIRES, Agência Estado

16 de novembro de 2010 | 19h35

Chamado de "Plano Nacional de Ação Partidária", o programa de fortalecimento do DEM foi proposto por Bornhausen e será desenhado pelo presidente nacional do partido, deputado federal Rodrigo Maia (RJ), e pelos líderes do partido na Câmara, Paulo Bornhausen (SC), e no Senado, José Agripino Maia (RN). O partido volta a reunir-se em 8 de dezembro para colocar o projeto em votação.

Segundo Jorge Bornhausen, o plano tem como meta movimentar as bases eleitorais, lançar mais candidatos na eleição municipal de 2012 e chegar em 2014 com a possibilidade de lançar candidato próprio à Presidência da República. "Temos que fazer o dever de casa onde não foi feito", afirma o presidente de honra, que reconheceu o mau desempenho do partido nas eleições. O DEM conseguiu eleger dois governadores, mas perdeu tamanho no Congresso Nacional. No Senado, a bancada hoje de 13 senadores ficará com apenas seis membros a partir do ano que vem. "Reconhecemos que não fomos felizes no resultado eleitoral".

Diretórios municipais

A sugestão do senador reeleito Demóstenes Torres (GO) é que as eleições dos novos diretórios municipais, regionais e a escolha do novo presidente sejam antecipadas do segundo para o primeiro semestre do ano que vem. Bornhausen concorda que as eleições partidárias devem ocorrer antes de outubro, quando termina o prazo de filiação partidária para quem concorrerá às eleições municipais.

O nome da senadora Kátia Abreu (TO), presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), já é citado, na ala do partido que quer tirar Rodrigo Maia mais cedo da presidência, como forte candidata ao cargo. Maia não participou da reunião da Executiva Nacional do DEM porque estava em viagem a Washington. Ele foi informado sobre a missão de formular um plano de revitalização do partido em almoço com Jorge Bornhausen e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, no último sábado.

Após o encontro de hoje, coube ao vice-presidente do partido, deputado Onyx Lorenzoni, assinar uma nota à imprensa com as decisões tomadas. Além de descartar a fusão com outro partido, a nota fala em "reconstrução da unidade" partidária: "O Democratas está voltado, neste momento, à reconstrução de sua unidade interna para garantir um futuro de êxito eleitoral no exercício de uma oposição responsável, atenta e fiscalizadora".

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