DEM atribui apagões a aparelhamento de cargos públicos pelo PT

Para partido, há desorganização das empresas de energia no governo, além de falta de investimento

Rosa Costa, de O Estado de S. Paulo

26 de outubro de 2012 | 18h58

BRASÍLIA - O presidente do DEM, senador José Agripino (RN), responsabilizou o aparelhamento dos cargos públicos pelo governo do PT pelos apagões ocorridos no País. Em nota divulgada nesta sexta-feira, 26, Agripino lembra que desta vez a falta de energia atingiu o Nordeste e o Norte do País. "A origem do novo apagão de Dilma está no abandono da meritocracia pelo governo do PT, nas estatais e na ocupação desenfreada e inconsequente de cargos estratégico por critérios exclusivamente partidários", acusa.

 

Na avaliação do partido dos Democratas, a desorganização das empresas de energia nos governos petistas "fragiliza a manutenção e a operação do sistema". "Some-se a isso a falta de investimento", acrescenta. A nota lembra que os apagões ocorreram em várias regiões do Brasil, onde as estatais operam no limite do sistema.

 

"O alívio de carga não funciona. É o retrato do desprezo pela qualidade técnica", reitera. "Esses apagões não acontecem por causas naturais ou simples falhas, como procura sistematicamente justificar o governo do PT. Há o uso das empresas estatais de forma irresponsável pelo governo", afirma a nota. Destaca ainda que a sequência de fatos lamentáveis de suprimento de energia elétrica no Brasil de Norte a Sul decorre de um marco regulatório defeituoso que minimizou novos investimentos no setor. "Esse marco foi proposto e pessoalmente defendido pela então ministra das Minas e Energia, Dilma Rousseff, hoje presidente da República", lembra ainda a nota do DEM.

 

O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) anunciou que vai pedir a realização de audiência pública na Câmara dos Deputados para debater a "sequência de apagões". "Quando incidentes como esse acontecem com frequência, fica evidente a fragilidade do sistema", disse o deputado, membro da Comissão de Minas e Energia da Câmara. Ele lembra que, em pouco mais de um mês, o Nordeste foi atingido por dois apagões de grande proporção.

 
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