DEM ameaça suspender apoio a Sarney

O DEM ameaça abandonar o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), e entregá-lo à própria sorte caso ele não dê ?esclarecimentos convincentes? sobre a atuação de uma empresa de seu neto, José Adriano Cordeiro Sarney, no agenciamento de empréstimos consignados a funcionários da Casa. Em conversas reservadas com Sarney ontem, o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), afirmou a ele que a bancada peemedebista vai se manter firme em seu apoio, a despeito das dissidências de sempre - os senadores Pedro Simon (RS) e Jarbas Vasconcelos (PE). Mas, sem os 13 votos do DEM, o maior aliado do PMDB no Senado, Sarney corre o risco de perder a cadeira de presidente.

AE, Agencia Estado

26 de junho de 2009 | 07h45

?Esta denúncia é grave e tem de ser explicada à opinião pública e à Casa?, disse ontem o líder do DEM no Senado, José Agripino (RN), para quem está ?nas mãos dele, Sarney, a manutenção do apoio não só do DEM, como da Casa?. Um dirigente nacional do partido explica que não há interesse em derrubar o presidente do Congresso, mas ele tem de ?ajudar? o DEM a manter seu apoio. Segundo o dirigente, o entendimento geral é de que a sucessão de denúncias envolvendo familiares de Sarney está tornando a situação ?insustentável?.

A estratégia do PMDB é segurar Sarney no cargo pelas próximas duas semanas, até o recesso parlamentar de julho, que começa no dia 18. Sarney conta com o fator Lula, que não só contribui para aplacar a opinião pública como força o PT a seguir a linha do Planalto, em sua defesa. Mas não será tarefa fácil mantê-lo na cadeira. O DEM já avisou que aguarda o desdobramento do caso até segunda-feira e que não negociará prazo algum com o PMDB se não houver argumentos convincentes. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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