DEM abrirá processo disciplinar contra vice de Yeda

Feijó pode ser punido com pena de advertência, censura, suspensão ou expulsão por gravações

CHRISTIANE SAMARCO, Agencia Estado

12 de junho de 2008 | 12h18

A Executiva Nacional do DEM decidiu nesta quinta-feira, 12,  pela abertura de um processo disciplinar contra o vice-governador do Rio Grande do Sul, Paulo Feijó (DEM), por ter gravado conversas com autoridades do governo de  Yeda Crusius (PSDB) para fundamentar denúncia de corrupção. Feijó pode ser punido com pena de advertência, censura, suspensão ou expulsão. Quem tomou a iniciativa requerer abertura de processo foi o senador Heráclito Fortes (DEM-GO), que apresentou pedido de expulsão de Feijó do partido. Veja também: Gravação de conversa abre crise no governo Yeda, no RS Deputados do PT pedem saída de governadora do RS PP e PMDB rompem com chefe da Casa Civil do RSNa reunião da Executiva, não houve discordância em relação à necessidade de se abrir processo disciplinar contra o vice, mas a maioria dos dirigentes, em conversas reservadas, deixa claro que considera a expulsão uma pena exagerada para o caso.O presidente do DEM do Rio Grande do Sul, deputado Onyx Lorenzoni, concordou, na reunião de hoje, com a avaliação de que a gravação de conversas é um método inadequado, que o partido não pode validar. Ponderou, no entanto, que é preciso serenidade e equilíbrio no julgamento, para que o partido não foque apenas o método e descuide das denúncias de corrupção, que têm fundamento.LegalidadeO presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), assinou nota oficial ressaltando que considera "importante a observação do princípio da legalidade em quaisquer procedimentos de ação política" e condenando a forma usada pelo vice-governador "de gravar e vazar conversas particulares". No texto, Maia diz que o DEM "insiste igualmente no combate rigoroso à corrupção e a quaisquer desvios éticos e morais." A nota elogia as medidas adotadas pela governadora Yeda Crusius para superar a crise e reafirma a confiança do DEM na política do governo em busca do equilíbrio fiscal.

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