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Delúbio Soares se entrega em Brasília e fala em 'julgamento de exceção'

Ex-tesoureiro do PT chegou à Superintendência da PF sem falar com a imprensa

João Domingos, O Estado de S. Paulo

16 de novembro de 2013 | 11h44

Atualizado às 17h24.

BRASÍLIA - O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares chegou por volta das 15h à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. O petista, que estava abaixado no banco de trás de um carro preto, entrou sem falar com a imprensa. Ele teve o carro cercado por militantes do partido que se aglomeravam desde a manhã deste sábado, 16, na entrada do prédio. Os apoiadores gritavam palavras de solidariedade e carregavam faixas e bandeiras em defesa dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal no processo do mensalão.

Delúbio Soares se entregou no final da manhã na sede da Polícia Federal, em Brasília, a cerca de 8 quilômetros da superintendência, onde era esperado desde o início da manhã. Pelo microblog Twitter, o próprio Delúbio anunciou que estava se entregando. "Apresentando (sic) às autoridades em Brasília para o cumprimento da pena que me foi imposta em julgamento de exceção. Viva o PT! Viva o Brasil!", escreveu o ex-tesoureiro, o décimo primeiro dos sentenciados a se entregar. Ao dizer "Viva o PT! Viva o Brasil", ele procurou dar conotação política à sua condenação, num ensaio mostrado tanto pelo ex-ministro José Dirceu quanto pelo deputado José Genoino, ao se entregarem na sexta-feira.

Delúbio Soares também se considera um preso político. O criminalista Arnaldo Malheiros Filho - defensor do ex-tesoureiro do PT - disse que Delúbio apresentou-se à Polícia Federal "sem sequer ter visto o mandado de prisão". "Delúbio cumpre a decisão (do Supremo Tribunal Federal) mas lamenta, pois se considera inocente das acusações feitas contra ele e, portanto, um preso político", argumenta Malheiros Filho.

O ex-tesoureiro do PT foi condenado a 8 anos e 11 meses de prisão pelo STF pelos crimes de formação de quadrilha e corrupção ativa. Ele começará a cumprir a pena em regime semiaberto, porque pediu a revisão da condenação por formação de quadrilha. Se a revisão for aceita pelo STF, a pena seria reduzida para 6 anos e 8 meses.

O Supremo Tribunal Federal (STF) expediu nessa sexta-feira mandados de prisão contra 12 condenados no processo do mensalão. Logo após a expedição ser encaminhada à Polícia Federal por ordem do presidente do STF, Joaquim Barbosa, dez dos condenados se entregaram espontaneamente ainda na sexta: o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o operador do mensalão, empresário Marcos Valério, a ex-diretora da SMP&B Simone Vasconcelos, o publicitário Cristiano Paz, a ex-presidente do Banco Rural Kátia Rabelo, o ex-deputado federal pelo PTB-MG Romeu Queiroz, o ex-sócio de Marcos Valério Ramon Hollerbach, o ex-tesoureiro do PL Jacinto Lamas e o ex-vice presidente do Banco Rural José Roberto Salgado.

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