Jb Neto/Estadão
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Delúbio pede ao Supremo para trabalhar na CUT

O Ex-tesoureiro do PT também recebeu ofertas de emprego em empresas ligadas ao partido

Andreza Matais, O Estado de S. Paulo

28 de novembro de 2013 | 19h20

BRASÍLIA - Os advogados do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares apresentaram nesta quinta-feira, 28, ao Supremo Tribunal Federal pedido de autorização para que ele trabalhe na Central Única dos Trabalhadores (CUT), em Brasília, enquanto cumpre pena no regime semiaberto. Ele seria contratado para atuar na área de organização sindical. A proposta de trabalho foi anexada à petição entregue ao STF.

O criminalista Arnaldo Malheiros, defensor de Delúbio, não soube informar qual o salário oferecido pela central ligada ao PT. O Ex-tesoureiro do PT foi condenado a oito anos e 11 meses de prisão acusado de ser um dos operadores do esquema do mensalão. Parte desta pena, referente ao crime de formação de quadrilha (2 anos e 3 meses), entretanto, será reavaliada quando o STF analisar os embargos infringentes. Por isso, ele cumpre inicialmente a pena no semiaberto até o julgamento do recurso. O ex-tesoureiro sairia de dia para trabalhar e voltaria à noite para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Outras propostas. A mulher de Delúbio, Mônica Valente, se reuniu com ele hoje no presídio quando discutiram qual proposta ele aceitaria. Além do trabalho na CUT, ele também teria recebido oferta de emprego de empresas ligadas ao PT em Brasília, onde quer cumprir a pena.

Companheiro de Delúbio na prisão, o ex-ministro José Dirceu também já apresentou ao STF pedido para trabalhar no hotel St. Peter, de Brasília. Com salário de R$ 20 mil ele será gerente administrativo. Diferente de Dirceu, Delúbio ainda não teve a carteira assinada. Irá aguardar a decisão do STF sobre se será liberado.

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