Delúbio insiste em volta ao PT

Ex-tesoureiro distribui revista em evento da CUT

Clarissa Oliveira, O Estadao de S.Paulo

07 de agosto de 2009 | 00h00

Mesmo depois de ter ouvido da direção do PT que o momento era inoportuno para que tentasse retornar ao partido, o ex-tesoureiro da sigla Delúbio Soares continua em campanha para se refiliar. Delúbio retirou o pedido formal para voltar à sigla do Diretório Nacional petista, mas escolheu o congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT) para distribuir uma revista e lançar um blog na internet. No interior da revista, intitulada Companheiro Delúbio, estão artigos e depoimentos em defesa de seu retorno ao PT. O material traz textos assinados por vários dos antigos colegas de partido do ex-tesoureiro. Nas últimas páginas da revista, Delúbio montou uma galeria de imagens de petistas, sob o título "Companheiros de Delúbio". Na lista, o senador Eduardo Suplicy (SP), o ex-ministro José Dirceu, os deputados José Genoino (SP), Cândido Vaccarezza (SP) e Antonio Palocci (SP), entre outros. Delúbio apresentou seu pedido de refiliação em março deste ano, na esperança de conseguir uma vaga para disputar a eleição para a Câmara dos Deputados em 2010. Apesar de a manobra ter o apoio declarado de membros da direção partidária, nem em sua antiga corrente o retorno era unanimidade. Numa carta aberta ao presidente do PT, Ricardo Berzoini (SP), replicada na revista, Delúbio disse que se sente "cumprindo pena capital". A revista também traz a íntegra do discurso feito por ele ao Diretório Nacional petista. Para começar a distribuir a revista, ele esperou até que praticamente todas as atividades de ontem no congresso da CUT estivessem encerradas. O material só começou a circular pouco antes das 22 horas, quando cerca de 100 pessoas estavam no plenário principal do evento. O ex-tesoureiro passeava pelo saguão bem antes disso.Por onde passava, ganhava abraços, beijos, apertos de mão e posava para fotografias. Num rápido discurso, Delúbio disse que "muitos companheiros" o ajudaram a colocar de pé a campanha por sua volta ao partido. "Várias pessoas se manifestaram de livre vontade no Brasil inteiro, escrevendo textos e mensagens, ou assinou um abaixoassinado."Ele disse ter passado os últimos três anos "matutando" sobre o que faria. "Mas o diretório nacional achou, por maioria, que não era o momento de discutir esse assunto", lembrou. "Tenho tido a paciência de entender o momento que estamos vivendo."

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