Ed Ferreira|AE
Ed Ferreira|AE

Delta recebeu por obras que não saíram do papel, revela MPF

Recursos públicos foram 'lavados' por 18 empresas de fachada, conforme apurou Operação Saqueador

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

30 de junho de 2016 | 16h58

RIO - As investigações da Operação Saqueador, do Ministério Público Federal no Rio e da Polícia Federal, mostram que a empreiteira Delta recebeu dinheiro público para executar obras que não saíram do papel. É o caso da transposição do Rio Turvo, no Sul do Estado do Rio, para a qual foram destinados R$ 80 milhões. A transposição jamais aconteceu, sendo a denúncia apresentada hoje pelo MPF.

Outras obras da Delta que constam da denúncia são a de construção do Parque Aquático Maria Lenk, no município do Rio, para servir a competições dos Jogos Pan Americanos realizados na cidade em 2007, que custou R$ 60 milhões, e a de despoluição da Lagoa de Araruama, na Região dos Lagos do Rio, no valor de R$ 5,6 milhões.

 

No primeiro caso, a empreiteira de beneficiou de uma dispensa indevida de licitação por parte da prefeitura do Rio. No segundo, o dono da Delta, Fernando Cavendish, é acusado de ter recebido integralmente o dinheiro público e de não efetuar todos os serviços contratados. Cavendish foi condenado a quatro anos e meio de prisão em regime semiaberto pelo desvio dessa verba.

O empresário e outras 22 pessoas foram denunciados hoje pelo MPF pela lavagem de R$ 370 milhões em recursos públicos federais pela empreiteira Delta Construções SA e por 18 empresas de fachada, abertas com este fim. Cavendish  teve a prisão preventiva decretada, mas está foragido, possivelmente na Europa, segundo a PF.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.