Delgado (PSB-MG) se diz o candidato da mudança

O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) fez um duro discurso em que rebateu todos os pontos do pronunciamento do favorito para presidir a Câmara dos Deputados pelos próximos dois anos, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). De improviso, Júlio Delgado disse que "chegou a hora da mudança", de "vencer as práticas políticas que envergonham o Parlamento" e vencer a politicagem na Casa Legislativa".

RICARDO BRITO, Agência Estado

04 de fevereiro de 2013 | 12h45

Intitulando-se o primeiro a se lançar contra a "candidatura única", o deputado do PSB lembrou que a ausência de disputa não permite o debate, a essência do parlamento. Júlio Delgado criticou inicialmente a proposta de Henrique Eduardo Alves de aprovar o orçamento impositivo. O deputado do PSB lembrou que essa é uma ideia que já se tentou viabilizar no passado sem sucesso. A proposta que considera mais factível, ressaltou, seria a de um contingenciamento parcial do orçamento, de uma forma que não atingisse todos os recursos das emendas parlamentares.

Júlio Delgado criticou a intenção do peemedebista de encontrar uma solução para os milhares de vetos presidenciais que se acumulam na pauta. Segundo o socialista, essa é uma pauta do Congresso e não da Câmara dos Deputados. "Está se atribuindo à Câmara uma pauta que é do Congresso Nacional", ponderou.

O deputado do PSB disse que é preciso ter uma pauta positiva que estabeleça marcos regulatórios, de modernização das leis da área energética e de interesse dos municípios. Ao rebater indiretamente Henrique Eduardo Alves, que disse estar na Câmara há 42 anos, o socialista disse que é filho de Tarcísio Delgado, que foi parlamentar do antigo MDB e um dos principais nomes na época da redemocratização.

Crime eleitoral

O deputado é alvo de denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por crime eleitoral. Na acusação criminal enviada na segunda-feira (28) ao Supremo Tribunal Federal (STF), Gurgel afirmou que o site de campanha do então candidato à reeleição para a Câmara veiculava propaganda no dia da votação. A prática é proibida por lei.

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