Delegados reafirmam crime comum no caso Celso Daniel

O delegado do Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo Edson Santi e o delegado da Polícia Federal José Luna reafirmaram hoje, em depoimento na CPI dos Bingos, o que concluíram em 2003: o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel foi vítima de crime comum.Eles defendem a tese de que os dois bandidos presos na ocasião são os responsáveis pelo assassinato. Mas, diante das contradições identificadas pelo Ministério Público e pela CPI na investigação, foram substituídos pela delegada Elisabete Sato.O delegado Santi disse que ouviu do bandido Ivan Rodrigues da Silva, o Monstro, que o prefeito foi assassinado porque seus seqüestradores ficaram com medo em virtude da divulgação dada ao caso pelos meios de comunicação.O senador Magno Malta (PL-ES) contestou a versão dos delegados de que Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, suspeito de ser mandante do assassinato, só não foi seqüestrado junto com Celso Daniel porque se agarrou ao volante do carro. O senador achou estranho que os policiais não tenham levado em conta o fato de os seqüestradores terem deixado Sombra de posse da carteira, do celular e de um revólver.Ele disse ter se encontrado com uma testemunha que está sob proteção, que afirma ter visto Sombra falando longamente ao telefone, enquanto o prefeito era retirado com violência do local.

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