Delegado Tardelli depõe sobre Sanguessuga na Câmara

Começou nesta manhã o depoimento do delegado Tardelli Boaventura responsável pela operação Sanguessuga, na comissão de Sindicância da Câmara. O corregedor da Casa, deputado Ciro Nogueira, que coordena a sindicância, afirmou que espera que o delegado dê subsídios para que a Câmara faça a investigação dos deputados acusados de suposto envolvimento no esquema de fraude na licitação e compra superfaturada de ambulâncias para municípios com recursos do Orçamento da União. Ao chegar, Tardelli Boaventura explicou que a Polícia Federal não investigou os deputados porque isso depende de autorização do Supremo Tribunal Federal. Ciro Nogueira espera que o delegado possa contribuir com alguns dados já que ele colocou trechos de gravação e manifestou opinião no relatório que a Justiça de Mato Grosso enviou à Câmara citando 62 deputados. Do total desta lista, a comissão de sindicância está investigando 16 deputados contra os quais a mesa da casa entendeu haver indícios de suposta participação no esquema. Na Câmara há um clima entre os deputados de críticas à Polícia Federal por ter elaborado uma lista de nomes sem a conclusão das investigações provocando desgaste político entre os parlamentares. O depoimento está sendo realizado a portas fechadas.Sindicância ouve 8 envolvidos amanhã Ciro Nogueira confirmou para amanhã, durante todo o dia o depoimento de oito pessoas presas em Mato Grosso à comissão de sindicância da Câmara. De acordo com Ciro Nogueira, essas pessoas devem chegar a Brasília ainda hoje à noite. São elas: Maria da Penha Lino, ex-funcionária do Ministério da Saúde; Alessandro Silva de Assis, representante comercial da Planam; Darcy José Vedoin, sócio da Planam; Luiz Antonio Trevisan Vedoin, filho de Darcy; Cléia Trevisan, mulher de Darcy; e os empresários Gustavo Trevisan Gomes, Runildo Pereira Medeiros e Alessandra Trevisan Vedoin. Depois de ouvir esses depoimentos, o corregedor Ciro Nogueira marcará os depoimentos dos 16 deputados que estão sendo investigados. Ele deverá seguir uma ordem alfabética. O procurador da República designado para acompanhar a operação Sanguessuga, Paulo Gomes Ferreira Filho, foi convidado para depor na Comissão de Sindicância mas não respondeu ao convite.

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