Delegado pede exumação de corpos de doentes renais em PE

Nomeado para investigar as mortes - ocorridas num período de 19 dias - de sete pacientes renais que faziam tratamento no Centro de Hemodiálise do Agreste, em Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, o delegado regional Ernande Francisco da Silva pediu a exumação dos corpos. Segundo ele, ao examinar as vísceras dos cadáveres, os peritos do IML poderão detectar se as mortes ocorreram por intoxicação durante a filtragem do sangue ou se foram causadas por doenças várias, como afirma o diretor da clínica, Antonio Peixoto.Os técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) chegaram de Brasília e começaram a investigar o caso, junto com a equipe da Vigilância Sanitária estadual. A primeira avaliação da Secretaria de Saúde do Estado indica que as mortes não tiveram relação com a hemodiálise. Traumatismo craniano, doenças respiratórias e cardíacas são algumas das causas de morte apontadas pelo diretor da clínica.O temor de a cidade vir a reviver a "tragédia da hemodiálise", ocorrida em 1996, redobra os cuidados na apuração das mortes. Há sete anos, 141 pacientes do Instituto de Doenças Renais (IDR) foram contaminados com a água utilizada na filtragem do sangue e 72 morreram. A água estava contaminada com a alga microcistina LR.

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