Delegado fala em sessão secreta da CPI dos Sanguessugas

O delegado Diógenes Curado, responsável na Polícia Federal pelo inquérito sobre a tentativa de petistas de comprar o chamado dossiê Vedoin para prejudicar candidatos do PSDB na eleição passada, iniciou, por volta das 10h30, uma prestação de informações, em sessão secreta, na CPI Mista dos Sanguessugas. Curado pediu que a sessão não fosse aberta, argumentando que o inquérito na PF corre em segredo de Justiça. O dossiê seria vendido aos petistas pelos irmãos Vedoin, considerados chefes da máfia das ambulâncias superfaturadas, ou máfia dos sanguessugas. Antes do início da sessão, o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), voltou a se declarar contrário à prorrogação dos trabalhos da comissão. O prazo para a conclusão dos trabalhos termina no próximo dia 19. A prorrogação é defendida pelos deputados Raul Jungmann (PPS-PE) e Fernando Gabeira (PV-RJ) e pela senadora Heloísa Helena (PSOL-AL). "Creio que essa prorrogação não é possível. A legislatura termina no dia 31 de janeiro, e nós estaríamos no pior dos mundos, tentando aprovar o relatório final da CPI neste período", afirmou Biscaia, referindo-se ao fato de que o Congresso, em princípio, estará em recesso no mês de janeiro.

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