Delegado diz que dinheiro do dossiê foi levado por Lacerda

Integrantes da CPI dos Sanguessugas informaram nesta quarta-feira que em o delegado Diógenes Curado, que cuida do inquérito do dossiê contra os tucanos, afirmou em seu depoimento que não tem dúvidas de que o R$ 1,75 milhão que seria utilizado para a compra do dossiê foi levado ao hotel Ibis, em São Paulo, pelo ex-assessor do senador Aloizio Mercadante, Hamilton Lacerda. Na sessão secreta, Curado também teria afirmado que há indícios para pedir o indiciamento de todos os envolvidos na compra do dossiê, por crime eleitoral. O delegado, ainda segundo relato dos participantes da audiência, reconheceu que a compra do dossiê beneficiaria tanto a campanha nacional do PT quanto a estadual, em São Paulo. "Mas ele deixou claro que iria prejudicar mais a campanha do Estado de São Paulo", disse o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), um dos sub-relatores da CPI. O vice-presidente da CPI, Raul Jungmann (MD-PE), disse que o depoimento do delegado Diógenes Curado derruba o argumento de Hamilton Lacerda, de que ele não teria usado o celular da ´laranja´ Ana Cardoso, pois há uma coincidência de horário das imagens do circuito de vídeo de segurança do Hotel Ibis que mostram Lacerda falando ao celular, e do horário das chamadas feitas do aparelho de Ana Cardoso. As imagens se referem ao dia 15 de setembro, quando os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos foram presos no hotel com cerca de R$ 1,7 milhão que seria utilizado para a compra do dossiê contra tucanos. Uma das imagens mostra Lacerda entrando no hotel com uma bolsa em que, segundo a PF, estaria o dinheiro usado para pagar o dossiê. Em seu depoimento na CPI, Lacerda negou essas denúncias. Jungmann disse que a CPI ainda não teve acesso às imagens do circuito interno do hotel. Ele disse que pediu à Justiça, na semana passada, o acesso aos 33 CDs com as imagens. O vice-presidente da CPI afirmou que já conseguiram cerca de 75 assinaturas na Câmara para a prorrogação dos trabalhos da comissão. Para isso, são necessárias 171 assinaturas na Câmara e 27 no Senado. A idéia é prorrogar os trabalhos da CPI até meados de janeiro. Com Agência Brasil Este texto foi alterado às 15h para acréscimo de informações.

Agencia Estado,

06 Dezembro 2006 | 12h48

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.