Delegado da cúpula da PF deixa cargo

Diário Oficial de ontem trouxe o afastamento de Romero Meneses da diretoria-executiva da instituição

Brasília, O Estadao de S.Paulo

31 de dezembro de 2008 | 00h00

As grandes operações da Polícia Federal (PF) fizeram uma vítima caseira. O Diário Oficial de ontem trouxe o afastamento do delegado Romero Meneses da diretoria-executiva da instituição. Meneses estava afastado do cargo desde setembro, quando teve seu nome envolvido em suspeitas de vazamento de informações sigilosas da Operação Toque de Midas para supostamente beneficiar seu irmão, um dos alvos da ação policial. A Toque de Midas, deflagrada em julho, investigava o suposto favorecimento à empresa MMX, do empresário Eike Batista, na licitação do processo de exploração da estrada de ferro que liga o município de Serra do Navio ao Porto de Santana, no Amapá. O irmão do delegado prestaria serviços a MMX. Ambos negaram qualquer irregularidade. Gravações telefônicas em posse do Ministério Público, porém, foram decisivas para o pedido, na ocasião, da prisão do então diretor-executivo. HABEAS CORPUSMeneses chegou a ser detido no edifício-sede da PF e solto em seguida por força de habeas corpus. Além de processo judicial, já aberto na Justiça do Amapá, a PF abriu procedimento na corregedoria para verificar se a denúncia procede ou se Meneses foi vítima de exploração de prestígio pelo irmão. O caso ainda não foi encerrado. Segundo a PF, a decisão de exonerar o número dois ocorre pelo fato de Meneses ocupar um "cargo estratégico" na instituição e não ser de interesse da administração pública manter um dos maiores níveis hierárquicos sob o comando de um interino. Para o lugar de Romero Meneses, foi nomeado o ex-diretor de Gestão de Pessoal da PF, Luiz Pontel.

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