Delegado confirma atuação ilegal da Abin na Satiagraha

Corporação também confirmou indiciamento de Protógenes Queiroz por quebra de sigilo e violação da lei

Ana Paula Scinocca, de O Estado de S. Paulo,

18 de março de 2009 | 16h51

O delegado Amaro Vieira, que preside o inquérito que apura o vazamento da Satiagraha, afirmou nesta quarta-feira, 18, à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Grampos estar comprovada participação ilegal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na operação da Polícia Federal (PF), que chegou a prender o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito da capital paulista Celso Pitta, entre outros. "Não era uma colaboração formal. Era uma participação ilegal", disse Vieira, de acordo com um grupo de parlamentares que o ouviram na sede da PF, em Brasília. A corporação também confirmou o indiciamento do delegado Protógenes Queiroz e de outros quatro escrivães. Ele foi enquadrado em dois crimes: quebra de sigilo funcional e violação da lei.    

 

Veja Também:

especialOperação Satiagraha

especialAs prisões de Daniel Dantas

especialOs alvos da Operação Satiagraha  

À saída do depoimento de Vieira, o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), disse que a comissão finalmente terá acesso aos dois volumes finais do inquérito da Operação Satiagraha. Neles, segundo o parlamentar, estão contidos os laudos do material apreendido. A avaliação dos volumes finais do inquérito, afirmou Itagiba, é fundamental para o desenvolvimento do trabalho da CPI. "O delegado Amaro nós deu várias orientações da forma como a CPI deve trabalhar (nos autos do processo) e realmente identificou que houve vazamento de dados por parte de servidores da PF."

Tudo o que sabemos sobre:
SatiagrahaCPIGramposAbinProtógenes

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.