Delegado admite que sistema é ´muito frágil´

O delegado de Administração do Ministério da Fazenda em São Paulo, Álvaro Luz Franco Pinto, admitiu que o sistema de inclusão de nomes de beneficiários de pensões "é muito frágil".Ex-delegado-geral de Polícia Civil do governo Luiz Antônio Fleury Filho (1991-94), Luz instaurou um inquérito administrativo em março e pediu à Polícia Federal (PF) que investigasse a fraude."O sistema foi criado para ser usado por pessoas honestas. Jamais poderíamos imaginar que alguém tivesse a audácia de inserir nomes no programa de benefícios sem a existência de processos originais", disse.O golpe foi descoberto por uma mulher, Maria Tereza Aarão. Ela procurou o Ministério da Fazenda, informando que figurava como beneficiária de uma pensão à qual não tinha direito.A partir do alerta de Maria Tereza, o coordenador-geral de Recursos Humanos do ministério, Celso Sá Pinto, determinou o levantamento de todos os beneficiários no País.Há uma semana, a Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Fazenda mandou fazer o recadastramento dos pensionistas.Os beneficiários terão de entregar fotos para os arquivos do ministério. "É curioso, mas, até agora, poucos se dispuseram a comparecer para o recadastramento", afirmou Luz. "Vamos fazer uma depuração."O delegado de administração da Fazenda atribui a fraude à informatização. "O computador trouxe grandes benefícios, mas seus recursos também servem para o mal."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.