Delegacias também estão abarrotadas

As estatísticas demonstram que poucos governadores, mesmo tendo falta de vagas no sistema, se recusam a colocar os presidiários em delegacias. Sergipe, Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco e Bahia têm déficit de vagas e mantêm todos os condenados nas penitenciárias. O levantamento do Sipen mostra que 13 Estados estão com superlotação nas delegacias em decorrência de falta de vagas nos presídios. São Paulo é o Estado mais prejudicado e onde a situação é mais grave. Nas 17.464 vagas em delegacias do Estado estão 33.891 presos, quase dois por vaga. O tipo de regime de recolhimento mostra que São Paulo tem um dos sistemas penitenciários com maior grau de periculosidade. Mais da metade dos presidiários do Estado cumpre pena em regime totalmente fechado. O País tem hoje 855 estabelecimentos penais, entre cadeias, casas de albergados, centros de observação, penitenciárias, colônias agrícolas e hospitais para custória e tratamento psiquiátrico. Dos 211 mil presidiários, 9,5 mil são mulheres. São Paulo tem a segunda maior população per capita de detentos do País, com 271 presos por 100 mil habitantes no Estado, enquanto o Distrito Federal tem 330.

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