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Delcídio pedirá desfiliação do PT após delação ser homologada

Senador, preso no âmbito da Operação Lava Jato em novembro, já tem carta de desligamento pronta

Dora Kramer, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2016 | 14h34

São Paulo - O senador e ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral espera apenas seu acordo de delação premiada ser homologado pelo Supremo Tribunal Federal, para entregar ao PT seu pedido de desligamento definitivo. O senador está suspenso do partido desde o ano passado, quando foi preso no âmbito da Operação Lava Jato .

A “carta” está pronta e é lacônica. Só tem uma linha em que comunica a desfiliação e dá cordiais saudações. A decisão do Supremo, na pessoa de Teori Zavascki, é esperada para esta sexta-feira, 11, ou a próxima segunda-feira, 14.  O político decidiu contar o que sabe à Justiça e, segundo reportagem da Revista IstoÉ acusou a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula de atuarem para prejudicar as investigações da operação que avança sobre o ex-marqueteiro do PT João Santana e sobre Lula. O parlamentar também afirmou que a presidente Dilma tinha conhecimento das polêmicas cláusulas na compra da refinaria de Pasadena, em 2006. Dilma rechaçou as acusaões e disse que o senador tentou atingi-la por "vingança".

Ele também mencionou em sua delação o presidente nacional do PSDB Aécio Neves e cinco nomes da cúpula do PMDB no Senado: Renan Calheiros (AL), Edison Lobão (MA), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA). Ao todo, a delação do parlamentar, que enfrenta um processo de cassação no Conselho de Ética no Senado após ser preso, tem 400 páginas.

Prisão. Único parlamentar que já foi filiado ao PSDB e depois ao PT, Delcídio Amaral foi preso no dia 25 de novembro de 2015 por determinação do Supremo Tribunal Federal após ser flagrado em conversas com Bernardo Cerveró, filho do ex-diretor da área Internacional da Petrobrás, Nestor Cerveró, negociando uma fuga e ajuda financeira para o executivo e seus familiares. Ele deixou a prisão em 19 de fevereiro de 2016, após ser denunciado ao STF pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot acusado de tentar obstruir as investigações da Lava Jato.

 

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