Delcídio pede desfiliação do PT por e-mail

Senador encaminhou texto ao presidente do diretório regional da legenda no Mato Grosso do Sul depois de a delação premiada ser homologada pelo Supremo Tribunal Federal

Ricardo Brito, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2016 | 15h56

Brasília - O ex-líder do governo no Senado Delcídio Amaral (MS) pediu nesta terça-feira, 15, a desfiliação do PT horas após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de homologar a delação premiada feita pelo senador. A decisão de Delcídio foi encaminhada pelo e-mail institucional dele enviado às 12h50, horário de Brasília, para os correios eletrônicos do presidente do diretório do partido no Mato Grosso do Sul, Antonio Carlos Biffi, e da comunicação do diretório regional da legenda.

Conforme adiantado pela reportagem publicada pelo Estadão na semana passada, a carta de desfiliação, que seria apresentada assim que o ministro do STF Teori Zavascki homologasse a delação do senador, estava pronta e é lacônica. Em uma linha, somente informa a decisão de desfiliar e agradece as "providências necessárias" para a saída dele do partido, do qual é filiado desde 2001.

Na delação divulgada na íntegra a partir de hoje, com a homologação, Delcídio implica ou cita a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o vice-presidente Michel Temer, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), senadores do PMDB e até da oposição, como o tucano Aécio Neves (PSDB-MG), em supostas irregularidades. Todos os citados ou envolvidos negam. Leia a íntegra:

 

Ao senhor Antonio Carlos Biffi

Presidente do Diretório Regional do Partido

Sirvo-me do presente para informar minha decisão de desfiliação do Partido dos Trabalhadores.

Desde já agradeço as providências necessárias.

Atenciosamente,

Delcídio do Amaral Gomez

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