Delação premiada não influiu em campanhas, diz analista

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira, 10, mostra que o efeito das denúncias do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa foi nulo, na avaliação do cientista político da Fundação Getúlio Vargas Marco Antonio Carvalho Teixeira. "Ninguém se beneficiou ou se prejudicou com esse escândalo", disse.

STEFÂNIA AKEL, Estadão Conteúdo

10 de setembro de 2014 | 20h57

Segundo ele, a perdedora deste levantamento foi Marina Silva (PSB), que "está se prejudicando sozinha". "A impressão de que Marina havia chegado no seu teto de intenção de voto se confirmou agora", afirmou. "O recuo foi dentro da margem de erro, mas o fôlego para subir parece ter acabado."

Carvalho Teixeira ressalta que o segundo turno passou a ser uma preocupação para Marina, que diminuiu sua vantagem e agora está tecnicamente empatada com Dilma Rousseff (PT). "Em 15 dias, Dilma conseguiu reduzir uma diferença de 10 pontos porcentuais, o que acende sinal mais que amarelo para Marina. Se tem boas notícias para uma campanha, é para Dilma", apontou.

O cientista político avaliou que as inconstâncias de Marina estão prejudicando sua campanha e citou a correção feita hoje pela candidata em sua declaração de bens. A retificação acrescentou R$ 45 mil ao patrimônio da ex-senadora. Carvalho Teixeira afirmou também que as acusações de Dilma a Marina sobre não dar importância ao pré-sal afetaram a candidata do PSB no Rio de Janeiro, Estado onde ela perdeu quatro pontos porcentuais de intenção de voto e Dilma ganhou cinco, segundo pesquisa Ibope divulgada ontem.

"Ela própria está se prejudicando justamente pela instabilidade da campanha no que se refere a posições e situações que a colocam em conflito", afirmou. "Isso vai desconstruindo a imagem de pessoa da nova política, que é diferente dos outros", acrescentou o analista.

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