Delação de primo não refletirá opinião de Pedro Corrêa, diz defesa do deputado

Parlamentar foi preso na sexta-feira por suposto envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás

Murilo Rodrigues Alves, O Estado de S. Paulo

12 de abril de 2015 | 09h45

BRASÍLIA - O advogado Michel Saliba divulgou nota na manhã deste domingo, 12, para informar que a defesa do ex-deputado Pedro Corrêa (PP-PE), que teve na sexta-feira ordem de prisão decretada no âmbito da Operação Lava Jata, só vai se pronunciar oficialmente sobre o caso após a análise dos autos.


No sábado, o Estado publicou que o advogado Clóvis Corrêa Filho sugeriu que o primo, Pedro Corrêa, colaborasse com a Justiça e fizesse delação premiada. Segundo a nota enviada pela assessoria de imprensa do escritório Saliba Oliveira & Advogados Associados, de propriedade de Michel Saliba, a sugestão de Clóvis Corrêa não reflete o pensamento do primo condenado, "quer em relação à robustez das provas" e "principalmente, em relação à possível prática de delação premiada, algo sequer cogitado pelo ex-parlamentar, que afirma ter agido nos limites legais". 


"Ele tem 67 anos de idade, é diabético, tem pressão alta. O caminho que ele tem é o de colaborar com a Justiça", disse Clóvis. "Vai passar a República a limpo, se ele contar tudinho", completou. 


Pedro Corrêa foi condenado em 2012 no processo do mensalão. Nas investigações da Lava Jato, é suspeito de recebido valores ilícitos do doleiro Alberto Yousseff, um dos principais operadores do esquema de desvios na Petrobrás, mesmo quando estava sob julgamento no Supremo Tribunal Federal. 

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