"Deixo o governo extremamente satisfeito", diz Alckmin

O governador de São Paulo Geraldo Alckmin, que se desincompatibiliza do cargo na próxima sexta-feira para disputar a Presidência da República nas eleições deste ano, afirmou nesta quarta-feira que sai do governo "extremamente satisfeito" com o resultado de sua administração. Apesar de reconhecer que houve erros e acertos nos anos em que ocupou o Palácio dos Bandeirantes, Alckmin apontou como principais conquistas a redução de impostos, o estímulo ao setor produtivo, o crescimento econômico e de exportações do Estado, além de avanços em áreas como emprego, educação e saúde."É claro que, como em toda obra humana, houve erros e acertos. Mas eu diria que São Paulo avançou muito. Nós temos hoje um outro Estado", disse o governador, aproveitando para repassar parte do crédito ao ex-governador de São Paulo, Mario Covas. "Isso aqui é uma corrida de revezamento. Cada um cumpre uma etapa."Alckmin informou que entregará amanhã à Assembléia Legislativa a carta que torna oficial sua desincompatibilização. O documento, segundo o governador, deverá ser publicado no Diário Oficial na sexta-feira, data que marca o término do prazo para que os interessados em disputar a eleição deixem cargos executivos.Também na sexta-feira, Alckmin deverá participar na parte da manhã da cerimônia de posse de seu vice Claudio Lembo, na Assembléia Legislativa. À tarde, a transmissão do cargo será feita no próprio Palácio dos Bandeirantes. O governador se dirige a Brasília já na próxima segunda-feira, para assumir integralmente sua campanha eleitoral. "Vou me dedicar com profundidade." Saída de Palocci não afeta corrida presidencialApesar de reconhecer que as denúncias que pesam sobre o ex-ministro são graves, Alckmin ressaltou que um fato isolado não é suficiente para afetar a disputa eleitoral."Não muda nada", disse Alckmin, após participar de uma cerimônia simbólica para a desativação do Complexo Tatuapé da Febem, onde derrubou uma das paredes da instituição."É um fato isolado. É claro que é um fato grave, gravíssimo, uma violação de sigilo bancário. Mas não é um fato que vai decidir o processo eleitoral", acrescentou o governador, em referência ao envolvimento do nome de Palocci na quebra ilegal do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos Costa.Alckmin afirmou que o andamento da disputa eleitoral dependerá não da queda de Palocci, mas sim do conjunto da obra do governo Lula, marcada por crises e pela perda de oportunidades em meio a um cenário de crescimento internacional. "Acho que o governo do PT vai ser substituído ou vai querer mudar pelo conjunto da obra", disse o governador paulista.O candidato tucano também aproveitou a ocasião para retomar o discurso de que não pretende fazer uma campanha agressiva contra o presidente Lula ou o PT, mas sim se concentrar nas ações de seu governo em São Paulo e em suas propostas para o âmbito federal. "Vou fazer uma campanha não contra o PT, contra o Lula, mas a favor do Brasil".

Agencia Estado,

29 de março de 2006 | 13h58

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