'Deixa eu chegar ao Brasil para opinar', diz Lula sobre CPMF

Em NY, presidente evita comentar dificuldades dos partidos para votar prorrogação do tributo

Tânia Monteiro, enviada especial,

25 de setembro de 2007 | 22h03

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi cauteloso nesta terça-feira ao comentar as dificuldades apresentadas pelo PMDB para votar a prorrogação da CPMF. "Eu tenho de chegar ao Brasil para ver o que está acontecendo para poder dar opinião. Porque, se não, em política, uma palavra equivocada traz tanto transtorno que depois nenhum ditado completo resolve. Deixa eu chegar no Brasil que eu vou ver o que está acontecendo realmente", afirmou o presidente, que está em Nova York participando do encontro da Assembléia-Geral da ONU. Ao ser questionado sobre a irritação do PMDB com o fato de o governo ter nomeado dois petistas para a Petrobrás ignorando a reivindicação dos peemedebistas para a diretoria internacional da empresa. "Você é que está me dizendo", disse ele, quando foi abordado por uma repórter. Para contornar as resistências apresentadas pelo PMDB, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e o ministro Walfrido mares Guia promoveram reuniões distintas com o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves, e com o presidente do partido, Michel Temer. Ao final do encontro com Mares Guia, Alves afirmou que a bancada do PMDB vai votar em peso pela prorrogação da CPMF. Lula embarcou às 21h de volta ao Brasil. A expectativa é de que ele desembarque em Brasília por volta da meia noite.

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