Definidos os primeiros depoimentos na CPI da Corrupção no RS

Deputados aliados à governadora Yeda Crusius admitiram legitimidade das provas apresentadas nas sessões

Rodrigo Alvares, estadao.com.br

24 de setembro de 2009 | 15h36

Uma reunião de membros da CPI da Corrupção realizada na manhã desta quinta-feira estabeleceu consenso para as primeiras quatro testemunhas que serão ouvidas pela comissão: os ex-presidentes do Detran Sérgio Buchmann, Estela Maris Simon, o atual presidente da autarquia, Sérgio Filomena, e o secretário adjunto da Administração, Genilton Macedo Ribeiro.

 

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Segundo depoimento de Buchmann à Polícia Federal e ao Ministério Público, Genilton o procurou para mandar que "calasse a boca" sobre os problemas do Detran. O tema da compra da casa da governadora também teria sido abordado pelo secretário.

 

"Avançamos para aquilo que realmente interessa, no sentido de desbloquear os trabalhos. Temos já os quatro primeiros nomes para serem ouvidos", disse a presidente da comissão, Stela Farias (PT-RS).

 

De acordo com o relator da CPI, Coffy Rodrigues (PSDB-RS), "vai haver entendimento se o principio do colegiado for respeitado e de uma vez por todas a Comissão segue a todo vapor. Como sempre defendemos, não vamos cercear o direito dos deputados e vamos discutir com a Comissão item por item", explica Coffy.

 

Os deputados da base aliada da governadora admitiram a legitimidade das provas apresentadas até agora nas sessões da CPI, às quais os parlamentares boicotaram - o que gerou desgaste nas imagens da Assembleia e do governo perante a opinião pública, segundo fontes do Palácio Piratini. "Não existem vencidos e nem derrotados, com entendimento a Comissão vai se encaminhar dentro dos princípios da legalidade e trará resultados positivos ao Rio Grande do Sul", finalizou Coffy.

 

Na próxima segunda-feira haverá a apreciação do regramento geral da CPI e a votação dos requerimentos das primeiras pessoas a serem ouvidas. Também ficou acordado que a duração das sessões será de 6 horas, com possibilidade de prorrogação conforme a necessidade, e que o número de pessoas ouvidas por sessão não pode ultrapassar quatro.

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