Definição da agenda parlamentar em 2005 será política

A definição da agenda parlamentar do governo Lula em 2005, a partir da decisão do PMDB e PPS de deixarem a base parlamentar, será essencialmente política. A avaliação é do cientista político Marco Antônio Carvalho Teixeira. A definição das reformas e mesmo de projetos de lei que serão encaminhados ao Congresso exigirá uma negociação política intensa e prévia.O cientista político ponderou que a decisão do PMDB reflete as seqüelas deixadas pelas eleições municipais. "A base está na incapacidade do PT de gerar alianças políticas", afirmou. No caso da cidade de São Paulo, o PMDB fechou uma aliança com o PSB, de Luiz Erundina, já que o PT se afastou do partido. Teixeira lembrou que a conseqüência foi a aproximação de dois adversários políticos, Michel Temer e Orestes Quércia, que estão juntos na decisão de romper com o governo do presidente Lula.Segundo Teixeira, o impacto da decisão do PMDB é muito maior do que a do PPS que terá efeito praticamente residual. No caso do PPS, o rompimento fragilizará o partido, porque a tendência é que políticos fortes, como o ministro Ciro Gomes, deixem a legenda. Ciro, se sair, leva junto a senadora Patrícia Saboya Gomes (CE) e lideranças importantes do Ceará. "Sair do governo é uma jogada de risco com conseqüências, como a redução do tamanho do partido", afirmou o cientista político.

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