Ueslei Marcelino/Reuters
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Déficit fiscal de 2016 deve ser de próximo de R$ 30 bilhões

Com a desistência em recriar a CPMF, governo não irá entregar a meta de superávit antes prevista em R$ 43,8 bilhões

Ricardo Brito e Adriana Fernandes, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2015 | 21h37

BRASÍLIA – A nova meta fiscal de 2016 que o governo deve apresentar no projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) amanhã, 31, ao Congresso prevê um déficit de "próximo" a R$ 30 bilhões, informaram três fontes fontes envolvidas nas discussões ao Broadcast, serviço de informações em tempo real da Agência Estado. A meta é definida em valores nominais. 

A alteração do superávit primário para o ano que vem, antes positivo em R$ 43,83 bilhões (o que corresponde a 0,7% do PIB), visa a acomodar a decisão da presidente Dilma Rousseff de não enviar o Congresso a proposta de criação da nova CPMF, que previa garantir uma arrecadação extra de pelo menos R$ 70 bilhões. 

Enviar a proposta ao Congresso já com um déficit foi a forma encontrada pelo Palácio do Planalto para evitar “mascarar” o Orçamento e perder a credibilidade.

A presidente Dilma Rousseff informou o vice Michel Temer, neste domingo, que deixaria explícito o déficit na proposta de Orçamento de 2016. Temer, que já tinha conversado com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, apoiou a iniciativa.

Levy chegou a manifestar preocupação a sinalização de novo déficit, por considerar que embute um sinal negativo para o mercado e pode levar o Brasil a perder o grau de investimento, com consequências ainda mais severas para a economia, que já está em recessão.

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