Defesa volta a criticar De Sanctis

O criminalista Antonio Claudio Mariz de Oliveira, que defende a cúpula da Camargo Corrêa, ataca o "descabimento da prisão, a natureza panfletária da decisão". No habeas corpus que apresentou ao Tribunal Regional Federal (TRF), Mariz citou trecho da ordem do juiz Fausto De Sanctis, segundo a qual "prender é também igualar, equiparar". Para o advogado, "o magistrado pretendeu aplicar na prática, de qualquer forma, o seu discurso teórico e os pacientes foram transformados, à força, em exemplos a comprovar sua tese".Mariz criticou "a ideologização da Justiça penal". "Isso é ideologia, não é aplicação do direito." Ele asseverou: "Há uma preocupação de toda classe jurídica no sentido de que, ao invés de se preocuparem em acabar com a ilegalidade, com o arbítrio e com as injustiças cometidas contra o pobre durante séculos nesse país, querem estabelecer um tipo de compensação, praticando os mesmos abusos contra os ricos. Essa compensação de ilegalidades não ajuda na formação de uma sociedade justa e livre, apenas compensa as injustiças e as ilegalidades."Os advogados Alberto Zacharias Toron e Carla De Domenico, defensores de Kurt Pickel, advertiram no habeas corpus que "não há fundamento concreto que dê suporte à prisão". Toron elogiou a liminar da desembargadora Cecília Mello. "Representa uma virada na página da Justiça Federal e acaba com essa ideia de prisões para ouvir pessoas."

Fausto Macedo e Roberto Almeida, O Estadao de S.Paulo

28 de março de 2009 | 00h00

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