Defesa pede quebra dos sigilos de Chicaroni e delegado

Ao chegar à 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, o advogado de Hugo Chicaroni, Alberto Carlos Dias, informou que pediu à Justiça a quebra do sigilo telefônico de seu cliente e do delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal. Ele alega que os dois eram amigos há sete anos e que o suposto suborno de seu cliente a um delegado, registrado em vídeo e anexado ao processo, teria sido uma iniciativa dos delegados federais. De acordo com Dias, Protógenes e Vitor Hugo teriam telefonado para Chicaroni e "ali já se travou a suposta tratativa (de suborno), com relação a dinheiro, inclusive". Segundo o advogado, a "ação foi preparada" e a ligação já estava sendo monitorada.A audiência na qual o juiz da 6ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo, Fausto Martin de Sanctis, toma os depoimentos das três testemunhas de acusação em processo por corrupção ativa contra o sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, e também Humberto Braz e Hugo Chicaroni, começou por volta das 10h20. Antes dos depoimentos dos delegados federais Protógenes Queiroz e Vitor Hugo Rodrigues Ferreira, além do escrivão da PF Amadeu Ranieri, o juiz permitiu aos três réus no caso que se pronunciassem.Questionado sobre a razão de não ter revelado nos depoimentos à Polícia Federal que o suposto suborno teria sido provocado pelos delegados da PF, o advogado de Chicaroni disse que seu cliente "procurou zelar o amigo (Protógenes) até então". Quanto ao dinheiro encontrado na casa de Chicaroni, o advogado afirmou que seu cliente "armazenou o dinheiro, mas a destinação não era para nenhum ato corruptivo". Segundo Dias, Chicaroni apenas guardou o dinheiro, mas "não sabia no que seria usado."

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