Defesa pede internação de executivo preso pela Lava Jato

Defesa pede internação de executivo preso pela Lava Jato

Advogado de diretor da Galvão Engenharia diz que cliente precisa passar por cirurgia de retirada de câncer de pele

Erich Decat, O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 09h57

Brasília - Defesa do diretor da Galvão Engenharia, Erton Medeiros Fonseca, apresentou à Justiça Federal do Paraná, onde tramitam parte dos processos da Lava Jato, um pedido para que o executivo passe por uma cirurgia para retirada de um melanoma (um tipo de câncer que atinge a pele).

Preso desde o último dia 14 de novembro, Fonseca é acusado de participar do esquema de corrupção da Petrobrás e foi o primeiro a admitir ter pago propina.

De acordo com a advogada, Maria Francisca Accioly, com a prisão, o executivo teve interrompido tratamento médico de melanoma e de diversas lesões atípicas em seu tronco, tendo sido indicado pelo seu oncologista, em 20 de novembro passado, a retirada destas lesões suspeitas.

"O relatório médico, instruído com exames (dermatoscopia mapeamento corporal e laudos médicos), mostram que Erton já foi acometido por um melanoma - tumor maligno, e por se tratar de uma doença agressiva, a retirada das lesões suspeitas tem caráter emergencial, já que não há previsão para sua liberdade e pronta realização da cirurgia médica", diz Accioly.

A defesa informa ainda que a pedido de um profissional médico foi solicitada internação nesta quinta-feira para realização da cirurgia, devendo o paciente permanecer internado por pelo menos 24 horas, a fim de observar a evolução pós-operatória e o resultado dos exames a serem realizados nas lesões retiradas.

No documento, Accioly indica que a realização da cirurgia deverá ser feita no Hospital Santa Cruz, local atendido pelo plano de saúde do executivo.

"Isto posto, dada a delicada situação do acusado, requer-se autorização judicial para que a Polícia Federal faça sua remoção ao hospital indicado na manhã do dia 29/01/2015, seja autorizada sua internação hospitalar, a realização da cirurgia e a sua permanência no hospital até alta médica. Requer, ao final, por razões humanitárias, seja a esposa do acusado Erton Medeiros Fonseca, Sra. Eliane Fonseca, autorizada a ser sua acompanhante no apartamento hospitalar, bem como visita de seus familiares", conclui a advogada.

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