Defesa diz que sócio de corretora desconhecia esquema

O advogado Antonio Pitombo preferiu isentar de responsabilidade o seu cliente, Enivaldo Quadrado, de envolvimento no repasse de recursos supostamente montado pelo publicitário Marcos Valério para integrantes do Partido Progressista. O Ministério Público pediu a condenação de Quadrado, sócio da corretora Bônus-Banval, por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro por usar sua empresa para o esquema criminoso de compra de apoio político.

RICARDO BRITO, Agência Estado

09 de agosto de 2012 | 20h42

Na sustentação oral que fez nesta quinta no plenário do Supremo Tribunal Federal (STF), Pitombo questionou qual seria a vantagem que a corretora comandada por Quadrado teria em lavar o dinheiro de origem ilícita. "Não tinha como saber que ali havia um crime de lavagem, ou até um crime de corrupção", afirmou.

Segundo ele, o corretor "não tinha o domínio do fato e não poderia ter". O defensor disse que Quadrado realizou apenas as operações financeiras que lhe pediram. O MP sustenta que os recursos saíram das contas das empresas de Valério, passaram pela Bônus-Banval e por outra corretora, a Natimar, e serviram para pagar os políticos do PP.

Pitombo se valeu de números para mostrar que a corretora não era de "fachada". A empresa tem, segundo o advogado, 2 mil clientes e realiza 2,5 milhões de operações diárias. E a corretora é fiscalizada, lembrou, pelo Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários e até pela Receita Federal.

Na exposição, o advogado não mencionou o fato de que a filha do ex-líder do PP na Câmara José Janene (PR) chegou a fazer estágio na corretora.

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