Sylvio Sirangelo/TRF4
Sylvio Sirangelo/TRF4

Defesa diz não haver provas do 'caminho do dinheiro' que Lula teria recebido

Cristiano Zanin afirma que o juiz Sérgio Moro fez uma 'acusação própria' com 'completa distorção quanto à vantagem indevida'

Julia Lindner, Renan Truffi e Ricardo Brandt, enviados especiais, O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2018 | 11h00

PORTO ALEGRE - O advogado Cristiano Zanin Martins, responsável pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que não há nenhuma prova no processo que apresenta o "caminho do dinheiro" supostamente recebido pelo petista. "O que se vê na sentença é completa distorção quanto à vantagem indevida. Estamos tratando de delitos financeiros, não há prova do caminho do dinheiro. O juiz Sergio Moro fez uma acusação própria", dsse o advogado durante sua sustentação oral no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, em Porto Alegre, nesta quarta-feira, 24.

A força-tarefa da Operação Lava Jato sustenta que a empreiteira OAS pagou propina de R$ 3,7 milhões ao PT e ao ex-presidente, por meio do apartamento triplex do Guarujá e do depósito do acervo presidencial.

Zanin disse ainda que "ficou claro" no processo que Lula "jamais recebeu as chaves do apartamento" e que o triplex "sempre pertenceu à OAS. "Não houve recebimento de vantagens indevidas, o triplex não é de Lula. Não há nada que possa demonstrar que ele recebeu o triplex", reforçou a defesa.

Ele questionou ainda trecho da denúncia que dizia que o apartamento teria sido atribuído ao ex-presidente Lula durante a investigação. "O que significa atribuir?", questionou, dizendo que o termo não está especificado na legislação.

Cristiano afirmou que o juiz Sérgio Moro disse que houve "atos de ofício indeterminados" e que não há atos de ofício nos autos e que "o crime não pode ser fluído". 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.