Defesa de Temer pede a Fachin para ouvir peritos

Advogado alega que integrantes do Instituto Nacional de Criminalística não responderam a 12 questionamentos sobre o áudio

Breno Pires e Rafael Moraes Moura, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2017 | 21h49

BRASÍLIA - A defesa do presidente Michel Temer, denunciado no Supremo Tribunal Federal (STF), pediu nesta quarta-feira, 28, ao relator do inquérito que investiga o peemedebista, ministro Edson Fachin, que intime os peritos do Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal a responderem a 12 questionamentos que foram apresentados sobre a perícia do áudio da conversa gravada por Joesley Batista com o presidente no Palácio do Jaburu.

O advogado Antônio Cláudio Mariz de Oliveira disse que apenas os 15 primeiros quesitos apresentados foram respondidos, e os demais — encaminhados em um segundo momento — ficaram faltando. “Chama atenção, com a devida vênia, que justamente naquelas questões apresentadas pelo perito contratado pela defesa, professor Ricardo Molina, tenha silenciado o Instituto Nacional de Criminalística”, disse o advogado, afirmando que isso seria uma “omissão”.

Um segundo pedido foi feito para que os advogados e o assistente técnico da defesa possam ter acesso "aos aparelhos gravadores, supostamente utilizados na gravação periciada, a fim de que realizem seus testes, sempre no objetivo de contribuir com a realização plena de Justiça".

O terceiro e último pedido encaminhado pela defesa nesta quarta-feira é o de acesso a sete gravações apagadas que foram recuperadas durante o trabalho pericial, "a fim de subsidiar a ampla defesa dos subscritores". Trata-se de um “tema de fundamental importância à defesa”, segundo Mariz.

“Tais gravações não foram encontradas pela defesa após atualizar sua cópia integral na data de hoje – levando, inclusive, à solicitação verbal aos servidores do Setor de Processos Originários, assim como do gabinete de Vossa Excelência”, disse.

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