Marcos Bezerra/Futura Press
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Defesa de Ricardo Pessoa pede à CPI da Petrobrás para depor em sessão fechada

Delator da Operação Lava Jato, dono da UTC será ouvido pelos deputados nesta terça-feira

Daniel Carvalho, O Estado de S. Paulo

14 de setembro de 2015 | 18h05

BRASÍLIA - A defesa do empresário Ricardo Pessoa pediu ao presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras na Câmara, Hugo Motta (PMDB-PB), que o depoimento do dono da UTC, seja feito a portas fechadas nesta terça-feira, 15.

"Como é do conhecimento de Vossas Excelências, o requerente é réu colaborador, tendo firmado acordo de colaboração premiada com a egrégia Procuradoria-Geral da República (PGR) já homologado pelo Exmo. sr. ministro Teori Zavascki. Tal condição coloca o requerente em especial atenção com sua imagem e segurança, o que exige um tratamento diferenciado no que diz respeito a sua exposição", argumenta a advogada Carla Vanessa Domenico.

"Não custa lembrar que o papel das comissões é investigar os fatos determinados que lhe deram origem e não ser palco de aparições e exibicionismos. O tratamento da matéria-objeto da CPI em sigilo, preservando as informações apuradas em investigações e ações penais ainda não concluídas, assegurando direitos e garantias constitucionais de um réu colaborador e daqueles por ele implicados, nada mais é do que cuidar adequadamente do interesse público, motivo pelo qual é absolutamente legítimo o pedido para que a sessão ocorra de forma reservada preservando-se a imagem e intimidade do colaborador", acrescenta.

Vanessa pede que seja proibida "a veiculação de sua imagem e declarações perante qualquer órgão de imprensa". A decisão deve ser tomada pelos membros da CPI somente nesta terça-feira. O juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, já autorizou que Pessoa seja levado de Curitiba a Brasília para prestar depoimento à CPI.

O depoimento estava marcado para as 14 horas desta terça, no plenário 3 da Câmara. O empresário seria ouvido na semana passada, mas, por causa de uma sucessão de feriados, os deputados não conseguiram a autorização de Moro a tempo. Também hoje, prestarão depoimento a funcionária da UTC Sandra Raphael Guimarães e Roberto Mendes e Giorgio Martelli, da empresa Saipem.

A CPI marcou para o dia 22 o testemunho da ex-gerente-executiva da Diretoria de Refino e Abastecimento da Petrobras Venina Velosa da Fonseca. Nesta quinta-feira, 17, às 9h30, serão ouvidos o presidente da Wtorre, Walter Torre Júnior; o executivo do Banco Shahin Kenji Otsuki, e o diretor-presidente, acionista e controlador da Unipar Carbocloro S.A, Frank Geyer Abubakir.

No dia 22, às 14h, serão ouvidos Daniel Feffer e David Feffer, da Suzano Papel e Celulose, e Venina. Para o dia 24, às 9h30, estão previstos os depoimentos dos executivos da Petrobras Gustavo Freitas, Vitor Tiago Lacerda e Marcos Guedes Gomes Morais.

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